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Vicariato para Comunicação promove debate sobre fake news e jornalismo consciente

No último dia da Jornada da Cidadania 2018, a Arquidiocese de Goiânia realizou mesa redonda com o tema: Fake News X Jornalismo Consciente. O debate contou com as presenças do professor da Escola de Comunicação da PUC Goiás e doutor em Comunicação Audiovisual e Publicidade César Viana, com a diretora da Agência Brasil Central, Abadia Lima, e com o jornalista e apresentador da TV Anhanguera, Matheus Ribeiro. O mediador do evento foi o Bispo-Auxiliar da Arquidiocese de Goiânia e responsável pelo Vicariato para a Comunicação, Dom Levi Bonatto.

O tema tratado fez referência à carta do Papa Francisco para o Dia Mundial das Comunicações. Em relação à importância da veracidade da notícia, o sumo pontífice, neste documento, afirma: “Gostaria, assim, de contribuir para o esforço comum de prevenir a difusão das notícias falsas e para redescobrir o valor da profissão jornalística e a responsabilidade pessoal de cada um na comunicação da verdade”. A Arquidiocese de Goiânia escolheu esse tema pela pertinência e atualidade do assunto.

Eliane Borges, coordenadora do Vicariato para a Comunicação, promotora do evento, fez um balanço positivo do encontro. “Foi muito importante. Ele cumpriu o objetivo de repercutir e ampliar os debates acerca da mensagem do papa sobre a comunicação, com esse viés de combate à fake news e a importância da comunicação para a paz.”

O professor César Viana enfatiza importância da responsabilidade para pautar os debates sobre a questão. “Temos que promover a verdade. Seja a dona de casa, a dona de um comércio, ela sabe que nunca terá problemas com a verdade. E muitas vezes nós recebemos a notícia maquiada de verdade. Então, que a gente exercite a capacidade de saber avaliar, discernir. Nós temos a obrigação de colaborar um com o outro.”

Ele pontua que estamos diante de um grande desafio. “Estamos vivendo hoje uma enorme capacidade tecnológica e comunicacional, onde todos podemos ser como uma grande rede televisão, mas no nosso bolso. Na nossa mão cabe um celular que é capaz de filmar, de gravar e de difundir para o mundo inteiro, e ao vivo, qualquer informação.”

Abadia Lima, que também integrou a discussão, diz que o cuidado com a informação precisa ser extremo. “Nós recebemos a cada momento diversas notícias falsas e as redes sociais permitem que as pessoas divulguem o que quiserem. Seja verdade ou mentira. O cuidado que precisamos ter é com as nossas fontes. Se são fontes viáveis, se aquele site preza por checar e tem compromisso com a verdade”, aconselha. “A linha é tênue entre o que é verdade e o que é mentira e por isso a gente precisa ser certinho, tem que ser objetiva para não correr o risco de divulgar uma mentira.”

Para Eliane Borges, a confluência de visões enriquece as reflexões sobre o tema. “Unir o religioso com o plano profissional, a visão da Igreja com a discussão de quem atua no mercado. No debate reunimos representantes de todos os segmentos: professores, alunos, padres, seminaristas, jornalistas do mercado. Isso tudo enriqueceu o debate. Demos uma contribuição importante para a discussão da verdade no jornalismo diante de correntes que relativizam essa questão a partir de debates filosóficos e diante do momento tecnológico que vivemos.”

Giovanna Mendonça, que está cursando o 8° período do curso de Jornalismo da PUC Goiás, diz que a palestra foi importante para os futuros comunicadores, pois são eles que são responsáveis por transmitir a informação.

Matthew Vilela (6º período de Jornalismo)

 

Jornalistas fazem palestra sobre fake news

Foi realizada no sábado, dia 26, durante a Jornada da Cidadania 2018, a palestra Como Identificar e Evitar a Disseminação de Notícias Falsas. Os jornalistas e professores da Escola de Comunicação da PUC Goiás, Rogério Borges e Antônio Carlos, foram os palestrantes deste que é um dos temas de maior destaque na sociedade atual.

Em um mundo onde o avanço tecnológico propiciou caminhos diversos para divulgar a informação e facilitou não somente o acesso das pessoas, mas a participação destas na tarefa de produzir e propagar o que é consumido, o jornalismo tem encarado uma realidade cuja problemática é cada vez mais evidente: as notícias falsas (fake news). Sejam através de blogs ou redes sociais, como Twitter e Facebook, por exemplo, a facilidade de falar sobre um assunto e incitar opiniões como se fossem fatos tem gerado crescente burburinho e, por vezes, recebido tamanha atenção que tais conteúdos acabam estabelecidos como verdades absolutas, sem o mínimo de checagem.

Rogério Borges, doutor em Comunicação pela Universidade de Brasília (UnB), formado em jornalismo pela UFG e professor da área na PUC Goiás, ressalta o peso das fake news em nosso contexto social e os desdobramentos advindos do compartilhamento de tais informações. “Não é simplesmente compartilhar uma notícia que não é verdadeira. Mas esta difusão da notícia tem consequências, tem desdobramentos na vida das pessoas e da nossa sociedade”, explica Rogério.

Durante a palestra também foi promovida a prática de exercícios para identificação de uma fake news e um debate sobre a grande colaboração das redes sociais na difusão da informação. Déborah Queiroz, aluna de jornalismo da PUC Goiás, elogia a palestra e o material ensinado. “Bastante produtiva e, o mais importante, foi entender, e aprender, a identificar quando a notícia é falsa ou verdadeira”, afirma.

“O jornalismo tem papel fundamental nesta realidade, pois com seus procedimentos, com sua ética e conhecimentos no exercício de apurar as notícias, ele pode ajudar a estancar um pouco esta sangria” diz Rogério Borges acerca da importância do jornalista profissional na atividade de peneirar, e ponderar, cada informação. Em um mundo onde todos podem exercer a ação de noticiar, é essencial valorizar quem preza a veracidade e, principalmente, o valor da ética.

Texto: Matthew Vilela (6º período de Jornalismo)

Edição: Rogério Borges (professor de Jornalismo)

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