PUC Goiás » GESTÃO 2010/2013

Reitoria

GESTÃO 2010/2013

Pronunciamento do Grão-Chanceler

Ser sal e luz, convocação ao testemunho

É para mim motivo de grande alegria, nesta manhã, empossar a nova Reitoria de nossa Pontifícia Universidade Católica de Goiás, cuja atividade e desenvolvimento, ao longo de mais de 51 anos, têm beneficiado tanta gente,  promovendo o nível intelectual e cultural da sociedade goiana, prestigiando e dando maior dimensão à nossa Terra.
Nossa Universidade tem como primário objetivo ser instrumento de evangelização, orientando para a descoberta de que a fé e a cultura se encontram unidas, de que a fé deve traduzir-se em cultura, se é autenticamente pensada e vivida, e de que a cultura oferece bases para a fé expressar-se e, assim, ajudar os homens a encontrar respostas para suas questões mais profundas, respostas que animem e informem a vida de cada dia.

Desde há muito que os pensadores cristãos têm se debruçado sobre a questão da conciliação entre a Fé e a Razão. Verifica-se que o homem da pós-modernidade está cada vez mais inseguro, no que diz respeito ao conhecimento de si mesmo. Perguntas como: “Quem é o homem? De onde vem e para onde vai?” demonstram desde as mais remotas épocas um profundo anseio do conhecimento que o homem tem de si e do seu Criador.

Na Encíclica Fides et Ratio, João Paulo II diz-nos que “A Fé e a Razão constituem como que duas asas pelas quais o espírito humano se eleva para a contemplação da verdade” (n.5). A fé e a razão revestem-se de suma importância, para que o homem encontre a verdade libertadora e possa também encontrar-se a si mesmo, pois é, pelo uso correto da razão, que as pessoas se descobrem e se realizam, encontram o sentido da sua própria existência.

A passagem do Evangelho que ouvimos lembra-nos nossa missão de batizados: “Vós sois a Luz do Mundo”! O mundo que havemos de iluminar espera ser sensibilizado e curado pela beleza e pela riqueza do amor de Deus. O mundo contemporâneo precisa de testemunhas deste amor, tem necessidade de que sejamos o sal da terra e a luz do mundo!
Para realizar sua finalidade primária, isto é, de ser instrumento de evangelização, principalmente nos ambientes culturais, a PUC Goiás depende de cada um de nós em particular, e de todos nós em conjunto. Depende de nossa disponibilidade, de nossa adesão ao desígnio de Deus, de nossos talentos, de nosso trabalho incansável, de nossos suores e não raro de nossos sofrimentos. Se nos colocamos à disposição de Jesus e de sua Igreja é, sem sombra de dúvidas, por lealdade à nossa consciência e à instituição que queremos servir.

É ao sal que se recorre para conservar e manter sãos os alimentos. Cabe-nos conservar e manter viva a consciência da presença de Jesus Cristo, nosso Salvador, nesta nossa Universidade; conservar viva a recordação dos ensinamentos e do ideal que Ele nos deixou, das extraordinárias obras de misericórdia e de bondade que Ele realizou. Cabe-nos recordar ao mundo que “o Evangelho é a força de Deus para a salvação” (cf. Rm 1, 16)!

A palavra do Senhor não é o eco de um passado distante. É, antes, com perene atualidade, para o nosso hoje e tem o mesmo poder convocatório. A Palavra do Senhor é dirigida a todos os que têm a coragem de assumir o discipulado como consagração e entrega da própria vida, inclusive da vida profissional.

Hoje, a PUC Goiás é convocada a renovar seu ardor e a prosseguir seu caminho, com aquelas exigências fundamentais de ser sal e luz na região Centro-Oeste e em todo o mundo.

Hoje, também, como discípulos-missionários, os empossados recebem um forte apelo a se colocarem, com firme determinação, a serviço do bem comum. Chamados ao centro da comunidade universitária recebem o mandato de serem luzeiros que ajudam a iluminar os caminhos da educação superior. Certamente não se esquecerão, em nenhum dos dias de permanência em seus respectivos cargos, do que Jesus nos disse hoje: “Vós sois a luz”, não nos esqueçamos disto, queridos membros da nova Reitoria. “Vós sois o sal” que dá sabor, não nos esqueçamos disto.

Natureza, princípios e finalidades da SGC

As palavras ouvidas no Evangelho também ganharam corpo social e histórico na Sociedade Goiana de Cultura. Volto a dizer, agora, servindo-me do estatuto da própria SGC: “Todo o esforço da SGC, na área da cultura, da educação, da saúde, da comunicação social, do bem-estar social, dentre outras, tem como finalidade básica tornar presente, na história e na cultura, o Evangelho de Jesus Cristo, na forma como é anunciado pela Igreja, nos documentos de seu Magistério aplicáveis aos seus diversos campos de atuação, com destaque para a Constituição Apostólica Ex Corde Eclesiae, para os documentos Conciliares Gravissimum Educationis e Inter Mirifica, e para o Documento de Aparecida, bem como para as orientações emanadas da autoridade arquidiocesana”. (cf. art. 3º, letra “a” do Estatuto da SGC).

Coerente com sua identidade, seus princípios e suas finalidades, a Sociedade Goiana de Cultura criou, mantém e orienta todas as mantidas de sua propriedade. Responde, em última instância, pelo patrimônio físico, jurídico e pelos valores que possibilita o funcionamento e confere sentido às mantidas.

Mudança administrativa e novos mandatos

Para exercer com eficácia a sua missão, a SGC, face jurídica da Arquidiocese de Goiânia, nas pessoas de seu Presidente e Arcebispo e de seu Bispo Auxiliar, conta com colaboradores que, com especial habilitação, recebem um mandato, sob delegação, a fim de administrar algumas das instituições católicas. É esse o sentido da posse de hoje. Em comunhão com a Sé Apostólica, hoje é tornada conhecida e ainda mais amplamente acolhida a nomeação do Reitor da PUC Goiás, com especial mandato conferido pela Congregação para a Educação Católica: “O muito querido e estimado professor Wolmir Theresio Amado”. Para auxiliá-lo neste ofício, também estou nomeando os demais integrantes da Reitoria, conforme prevêem os Estatutos da instituição.

Após longa reflexão, maturada pela experiência e exigida para o serviço ainda mais eficaz e integrado, estamos criando duas novas pró-reitorias: a Pró-Reitoria de Saúde e a Pró-Reitoria de Comunicação. Seus respectivos pró-reitores exercerão, simultaneamente, a direção geral da Santa Casa de Misericórdia de Goiânia e a UCG TV. Estas duas instituições, distintas juridicamente da PUC Goiás, agora estreitam ainda mais sua aproximação administrativa, a fim de obterem maior impulso e ações estratégicas ainda mais integradas. Essa providência deseja assegurar a eficácia no nível da autonomia estratégico-operacional das Mantidas, sob a permanente supervisão e orientação da Mantenedora.

Autoridade para o serviço

Receber um mandato, em qualquer instituição Católica: Universidade, emissora de televisão, hospital etc. é mais que assumir um cargo. Para cada cargo institucional os estatutos estabelecem atribuições precisas, comuns à tradição de cada uma das instituições. Entretanto, é preciso que o exercício inerente às atribuições seja plenamente sintonizado com a identidade e com a missão institucional. É preciso que nos cargos se dê o testemunho e o bom exemplo de autênticas lideranças, que servem, animam, encorajam, impulsionam e projetam para o crescimento, para a unidade, para o bem.

Os mandatos de gestão, assumidos na PUC Goiás, requerem uma especial generosidade e empenho. Além da capacidade, dos talentos, da competência e do profissionalismo, a administração da Universidade exige que se consagre em tempo integral para esse serviço. É preciso contar com a compreensão dos familiares. É preciso, também, estabelecer para si uma determinação interior que tem conseqüências práticas: no exercício dos mandatos é preciso de presença permanente e cotidiana, sem excessivas delegações ou ausências prolongadas. É preciso estar junto às equipes de trabalho. É preciso animar o potencializar os talentos das pessoas. É preciso supervisionar permanentemente a instituição, corrigindo as falhas, antecipando-se aos problemas e mantendo postura proativa. É preciso de mútua compreensão, fiel observância hierárquica, sigilo profissional, obediência às leis civis e canônicas, cumprimento dos ritos inerentes às funções, e disciplina nas relações, nas palavras e nas atitudes. É sob tais exigências que se professa o juramento, antes da investidura.

A procuração para a gestão acadêmica, financeira e patrimonial que hoje renovo ao Magnífico Reitor da PUC e as portarias com que faço as nomeações da atual Reitoria, tudo se configura em ato, fato e pacto jurídico, com conseqüências legais, civis e canônicas, que terão incidências civis perante a Igreja, o Estado brasileiro e na vida dos cidadãos.  Também é um gesto de profunda confiança ética na integridade, na consciência e no compromisso de cada um dos senhores e das senhoras.

Os prazos dos atuais mandatos da Reitoria, hoje assumidos, são excepcionalmente de tempo diferente daquele previsto nos estatutos. Visam a serem conciliados com o atual mandato do Reitor da PUC Goiás, nomeado no dia 3 de setembro de 2009.

Avançar para o futuro

A grandeza de nossa Universidade Católica é sua amplitude de horizontes, sua prospecção para o futuro, sua sintonia com os grandes desafios regionais e mundiais. Em suas origens, essa instituição teve em seus pioneiros uma intrépida coragem, uma saudável e criativa ousadia, uma atitude arrojada, um ardente desejo de ser sal e luz.

Certamente, Dom Fernando, Dom Antonio, meus queridos antecessores, e aqueles homens e mulheres que, durante tantos anos, enobreceram esta Universidade, nas primeiras horas de sua fundação e nas horas sucessivas, entre os quais os beneméritos padres jesuítas e o Monsenhor José  Pereira de Maria, não confiaram apenas em si mesmos. Confiaram na graça providencial do Senhor e a Ele se colocaram em amorosa entrega. Confiaram também nas gerações que os viessem a suceder na Arquidiocese, na SGC, Universidade e em Goiás. Após mais de 51 anos de história, ancorados na sólida Tradição, é preciso avançar.

Adentramo-nos na segunda década do século XXI. Estamos vivendo mudanças epocais, um novo momento cultural, marcado fortemente pelas novas tecnologias. Emergiu uma nova geração, portadora de nova linguagem e de uma nova cosmovisão. Grandes avanços da ciência também trouxeram consigo novas interrogações éticas. E o fenômeno da mundialização aproximou distâncias, mas também produziu inusitadas formas de exclusão.

Diante dessas novas situações de trevas, de vida ameaçada, de destruição ambiental, de violência crescente, de dissolução dos valores, de consumismo sem limites, de despejados para fora da participação e acesso aos bens sociais, de corrupção que perpassa as estruturas de poder e as relações cotidianas, diante disso tudo é preciso dissipar as trevas com uma resposta de luz. Basta uma pequena fagulha de luz para enfrentar a imensidão das trevas. “Vós sois a luz”, nos disse Jesus.

Com amor a Cristo e à Igreja, com sua liderança, com o apoio de todos e, sobretudo, com a ajuda de Deus, os novos gestores saberão levar a nossa PUC Goiás para o futuro. E, com certeza, a entregarão às gerações futuras com a mesma honra e dignidade com que a receberam das gerações que nos antecederam.

Agradecimento e apoio solidário

Hoje se encerrou mais uma gestão. Agradeçamos ao Senhor pelos frutos que Ele nos permitiu colher. E foram muitos!

Minha profunda gratidão à professora Helenides Mendonça e ao professor Giuseppe Bertazzo, pelo serviço que prestaram na gestão que agora se encerra. Também, obrigado a todos os demais professores e funcionários que já exerceram cargos de gestão na Universidade, bem como aos seus familiares pelo apoio e compreensão. Obrigado às autoridades pela consideração dispensada à PUC Goiás. Obrigado a todos os irmãos e irmãs da Arquidiocese de Goiânia pela oração e pelo reconhecimento a essas importantes instituições eclesiais. Obrigado à Congregação de Educação Católica pelo incentivo e acompanhamento a nossa querida PUC Goiás.

A todos os irmãos e irmãs que formam a comunidade universitária – estudantes, professores e funcionários – faço insistente apelo para que fortaleçam, ainda mais, seus laços de vínculo e pertença à PUC Goiás, no ardente desejo de que sejam os protagonistas da construção de uma Educação para o Bem, para o Belo e para a Verdade. E que mantenham o espírito de unidade, de mútuo respeito e de fraterna convivência.

Vamos dar todo o nosso apoio a estes professores e professoras que, agora, assumem os mandatos na Administração Superior. Colaboremos para que eles cumpram sua missão e sejam solidários uns com os outros, a fim de que os árduos caminhos da gestão sejam atenuados pelo conforto, pela amizade, pela compreensão e pela fraternidade. Que a força interior do Espírito Santo  nos assista e nos faça ficar assombrados, perante os  abundantes frutos evangelizadores, humanos e científicos, que a nossa Universidade colher.

Sob a materna proteção da Santa Mãe de Deus e nossa: estrela da Evangelização, e Sede da Sabedoria,  o Senhor nos abençoe e nos guarde.

 * Pronunciamento do Arcebispo de Goiânia, Dom Washington Cruz. por ocasião da Posse da nova Reitoria da PUC Goiás.
Pronunciamento do Reitor

1. Era o dia 29 de novembro de 2002. A data já se distanciou. O tempo passou. Há oito anos, nesse mesmo auditório, D. Washington Cruz nomeou e deu posse à Reitoria da então UCG. Havia uma contida alegria, muita esperança e, sobretudo, a consciência do imenso trabalho que se tinha pela frente.

2. Os mandatos que se sucederam, em momento algum foram fáceis. Muitos eram os desafios externos à Universidade, que a impactaram fortemente. Seu redimensionamento e reformulação estrutural também eram uma desafiante exigência. O talento, a inteligência e a solidária colaboração de muita gente possibilitaram que fossem elaborados novos caminhos institucionais. A compreensão, o apoio e a supervisão da Mantenedora e do Grão Chanceler foram decisivos para a afirmação da Universidade. O sopro do Espírito iluminou idéias, encorajou para as tomadas de decisão, foi consolo nas dificuldades e revigorou as forças para avançar.

Realizações e acontecimentos

3. Muito aconteceu ao longo dessa primeira década do século XXI. Os Planos Estratégicos de Gestão Participativa, os PEGs, possibilitaram a afirmação estratégica da instituição. Foram definidas as políticas setoriais, como a Política de Pesquisa, a Política de Extensão e a Política e Diretrizes do Ensino de Graduação, dentre outras. Pela reformulação de toda a legislação e normas, foram estabelecidos os parâmetros institucionais e os marcos regulatórios das decisões e das ações. Firmou-se o reconhecimento da marca institucional e aperfeiçoaram-se os instrumentos e os conteúdos da Comunicação institucional.

4. Diante da grande expansão da Educação Superior ocorrida nessa década (2000-2010), foi necessário à Universidade estabelecer seu reposicionamento e criativas formas de se viabilizar. Gestão e gestores se qualificaram com muita formação, estudo, assessoria e incontáveis reuniões de preciosa aprendizagem. Intensificou-se a política de pessoal, com múltiplas formas de potencialização das competências e dos talentos. Para o fomento à pesquisa, foram desenvolvidos novos mecanismos de captação de recursos. O compromisso social obteve ainda maior visibilidade com os Balanços Sociais e com as Semanas de Cultura e Cidadania.

5. Outras grandes decisões da Universidade Católica de Goiás, nesses últimos anos, também tiveram ampla repercussão acadêmica e social. Dentre elas lembramos a criação de três novos campi (o Campus III, no Jardim Novo Mundo; o Campus IV, em Ipameri; e o Campus V, que possibilitou melhores condições ao Curso de Direito e a criação da área de comunicação social, com os novos cursos de Jornalismo e de Publicidade e Propaganda). Também foram criados novos cursos de Mestrado e três doutorados. Dentre os cursos novos de graduação, lembramos a grande acolhida que teve a criação do Curso de Medicina.

6. Duas importantes decisões da Mantenedora tiveram especial importância e destaque. Uma das decisões foi o convênio e, depois, a gestão da Santa Casa de Misericórdia, agora também hospital-escola. Outra decisão importante foi a implantação de uma emissora de televisão, a UCG TV, carro-chefe do futuro Sistema Católico de Telecomunicação.

7. Marcou época na história de nossa instituição o reconhecimento pontifício desta Universidade Católica. Em 2009, o Brasil disse com alegria: a Católica, agora, é PUC Goiás. É a 19ª PUC do mundo.

8. Muitos outros foram os acontecimentos e realizações vividos nesse denso e intenso tempo histórico. Em momento oportuno, uma ampla retrospectiva visual fará a memória da gestão que hoje se encerrou. O que foi aqui evocado apenas visa recordar a trajetória em vista do fortalecimento aos passos rumo ao futuro.

Rumo ao futuro

9. Sim, tudo o que vivemos – pessoal, profissional e institucionalmente – foi muito importante e nos torna profundamente reconhecidos pela colaboração de tanta gente. Mas, agora é preciso levar a Universidade ao futuro. Há opções fundamentais a serem reafirmadas, há novas ênfases institucionais, há iniciativas importantes que precisarão ser tomadas.

10. Três serão as opções fundamentais desta nova gestão: a opção pela excelência PUC, a opção pela internacionalização e a opção pela sustentabilidade institucional.

11. Quatro serão as ênfases no exercício de nossa liderança: devido à natureza comunitária, mas também devido à crescente produção de novas formas de exclusão, daremos ênfase à qualidade social da PUC; devido a sua condição fundamental enquanto Universidade, daremos ênfase à ciência e tecnologia, em sua perspectiva inovadora; devido à destruição do bioma cerrado e à devastação dos recursos naturais, daremos ênfase ao meio ambiente e à capacitação intelectual focada no desenvolvimento sustentável; devido à dissolução dos valores e ao secularismo que anula a transcendência, e também em razão de nossa confessionalidade católica,  daremos ênfase a um projeto de educação superior que forma integralmente, e que articula as dimensões da ciência e da técnica com a ética, a estética e a espiritualidade.

12. Na metodologia da prática administrativa, há princípios que permanecem com a mesma intensidade, agora maturados pelo tempo e pela experiência. Exerceremos o múnus de liderar com respeito, com humildade, com participação, com permanente avaliação e com ações proativas. A lição do lava-pés, ensinada por Jesus, é acolhida com espírito de conversão, renovado a cada dia: desejamos ardentemente nos dedicar, de corpo e alma, a essa Universidade; desejamos consagrar nosso tempo, nossas energias, nossos corpos, nossas inteligências e nosso coração à missão dessa Universidade Católica.

13. Dentre centenas de ações estratégicas que temos pela frente, três delas me tocam de modo especial: a criação do Programa de Orientação Acadêmica, os Proas, a fim de que os estudantes tenham acompanhamento mais próximo e mais pessoal em seu crescimento; a intensificação da mobilidade estudantil, possibilitando que sempre mais gente conheça novos horizontes além fronteiras; e a revisão do regime de trabalho docente, sobretudo com o estudo de viabilidade e prospecção do regime de dedicação exclusiva.

Plano de Desenvolvimento Institucional

14. Tenho a alegria de apresentar-lhes, agora, um de nossos mais importantes documentos de gestão. É o Plano de Desenvolvimento Institucional, o PDI. Esta é a segunda versão, que será submetida à aprovação do CEPEA, nosso Conselho de Ensino, Pesquisa, Extensão e Administração. Sem perder a modéstia, devo reconhecer que é um dos nossos documentos que mereceu a mais longa e criteriosa elaboração. Nele estão contidos os dois Planos Estratégicos de Gestão Participativa –  formulados, aplicados, avaliados e reformulados ao longo desses últimos oito anos – e também estão presentes as 10 dimensões institucionais estabelecidas pelo SINAES, o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior, instituído pela Lei nº 10.861, de 14 de abril de 2004. Esse Plano, o PDI, será o principal instrumento de orientação dessa nova gestão. É essa a nossa direção. Para além de nossos estilos ou personalidades, aqui está o rumo e a estratégia de nossa postura e ação.

A graça da fé

15. Há pouco, fiz o juramento público diante do Arcebispo, diante dos senhores e senhoras, diante de minha família, diante de Deus e, sobretudo, diante de minha consciência. Mais uma vez, reafirmo integralmente o juramento feito, com sua respectiva implicação civil e canônica. Mais que uma responsabilidade, assumo o símbolo niceno-constantinopolitano de fé como uma graça recebida de Deus, transmitida pela Igreja e compartilhada pelos meus pais e avós, que me educaram nessa mesma fé. Nos momentos mais difíceis da vida, rezei ardentemente o Creio. E espero adentrar a eternidade com essa graça que, hoje, outra vez eu professei.

Agradecimentos

16. Desejo agradecer a todos aqueles com quem convivi ao longo desses dois mandatos. Obrigado pelo apoio, compreensão, paciência e incentivo. Um obrigado especial ao professor Giuseppe Bertazzo e à professora Helenides Mendonça pela participação que tiveram na equipe da Reitoria e pelo imenso bem que fizeram e fazem à Universidade. Obrigado a todos os demais irmãos e irmãs da Reitoria. Obrigado aos diretores, às chefias, às coordenações, aos secretários/secretárias e às assessorias. Obrigado aos estudantes, aos professores e aos funcionários. Obrigado à minha família. Obrigado aos que tiveram pertença à PUC Goiás e já estão falecidos. Obrigado às autoridades, ao poder público, às entidades que tem parceria com a Universidade. Obrigado à Anec, à Fiuc, à Oducal, ao Crub, à Abruc. Obrigado à CNBB e à CRB. Obrigado à Arquidiocese de Goiânia. Obrigado à Sociedade Goiana de Cultura. Obrigado ao Mons. Luiz Gonzaga Lobo, ao D. Waldemar Passini Dalbello e ao nosso Grão Chanceler D. Washington Cruz. Obrigado à Congregação para a Educação Católica e ao Cardeal Zenon Grocholewki.

Obrigado, Senhor, pelo dia de hoje. Fazei-nos dignos de Vossa graça.

Obrigado.