O Curso

O curso de Economia da PUC Goiás forma profissionais com capacidade técnica para analisar e apresentar soluções pertinentes às questões econômicas nas suas diversas dimensões e visão crítica e sólida, imprescindível para o seu sucesso profissional. O desafio do curso é dotar o aluno de uma base teórica e histórica que o capacite para a compreensão dos processos econômicos de forma ampla, fazendo as ligações necessárias com outras áreas afins do conhecimento, visando, sobretudo, a análise da economia regional e brasileira.

CONHEÇA O CURSO: 

https://www.youtube.com/watch?v=bMaXPH87pjQ&t=13s

Contatos com a Coordenação: 
Coordenador: Prof. Ms. Gesmar José Vieira
E-mail da coordenação: gesmarjv@uol.com.br/gesmar@pucgoias.edu.br
Fone: (62) 3946-1162
Horário de atendimento: matutino das 7:15 às 12:00 horas e noturno das 18:00 às 22:00 horas

Contatos com a Escola de Gestão e Negócios:
Diretor: Irineu Gomes
Secretária Titular: 
Edinamar Rodrigues de Moura
Secretário Adjunto: 
Antonio Carlos Alves Rodrigues
E-mail da Escola
: egn@pucgoias.edu.br
Fone: (62) 3946-1141
Horário de atendimento: Segunda a Sexta, das 7h às 22h e Sábado, das 7h às 11h.

Diferencial

O curso tem como objetivo não somente formar um competente técnico, mas um economista com visão crítica, com preocupações sociais e que utilize arcabouços teóricos sem preconceitos em busca de soluções criativas.
O curso se destaca pela qualidade no Guia dos Estudantes, recebendo pontuação expressiva desse ranking.

Histórico

O curso de Ciências Econômicas da PUC Goiás é pioneiro no Centro-Oeste. Foi criado em 1949, pela Associação Comercial do Estado de Goiás (ACEG) e Federação do Comércio, com a participação da Diocese de Goiânia, por meio de seu arcebispo. Na época, a Faculdade de Ciências Econômicas de Goiás também oferecia o curso de Ciências Contábeis e Atuariais.

 A instituição contribuiu para a criação da Universidade de Goiás, em 1959, quando se uniu à Faculdade de Filosofia (criada em 1948), às Escolas Superiores de Belas Artes (1952), à Faculdade de Serviço Social (1957) e à Faculdade de Direito (1959).

Em 1962, a Faculdade de Ciências Econômicas deu nova contribuição ao ensino superior de Goiás ao criar e implantar o primeiro curso de Administração de Empresas do Estado. Posteriormente, a faculdade se transformou em um dos departamentos da PUC Goiás e, no final dos anos de 1980, foi desmembrado em três: Departamento de Ciências Econômicas, Departamento de Administração e Departamento de Ciências Contábeis.

Formação Científico-Tecnológica

O curso de Ciências Econômicas deve ter sólida formação científico-tecnológica em disciplinas como matemática, estatística e econometria (aplicação de conceitos de estatística à análise de dados econômicos). O tratamento, análise e apresentação gráfica de dados são atividades rotineiras em diversas disciplinas do curso, proporcionando habilidades e competência aos discentes, com intuito de desenvolver análise econômica conjuntural e estrutural, de âmbito regional, nacional e internacional.

Formação Crítico-Humanística

Em relação à formação crítico-humanística, o curso de Economia tem como objetivo empenhar-se para que os discentes estejam preparados a participarem de discussões e deliberações sobre as utilizações construtivas e socialmente válidas da tecnologia, bem como, sobre os padrões de emprego a eles associados no mundo contemporâneo.

Mercado de Trabalho

O economista encontra trabalho em entidades privadas, organizações não-governamentais, institutos e órgãos municipais, estaduais e federais, pois atua tanto nas questões referentes ao setor público, quanto a problemas de pequenas, médias e grandes empresas ou mesmos investidores individuais. O campo de trabalho do economista pode ser sintetizado em 19 áreas importantes do mercado de trabalho:

I – Economia de empresa: nas empresas, o economista desenvolve estudos e análises, principalmente em duas áreas: Macroeconomia (aspectos gerais da economia que afetam a empresa) e Microeconomia (aspectos internos da empresa).
No âmbito da economia empresarial, o economista deve, necessariamente, estar apto a desenvolver trabalhos relacionados ao planejamento operacional e estratégico; ao planejamento e saneamento financeiro; à política de investimentos; aos estudos e diagnósticos de mercado; às análises do ambiente econômico (conjuntura econômica) e ao ambiente de negócios; à construção de cenários; aos estudos de custos; ao acompanhamento do fluxo de caixa; à elaboração de orçamentos; à avaliação da concorrência e às análises de projetos de viabilidade econômica e financeira.

II – Mercado financeiro: o economista atua em diferentes áreas do setor financeiro: agências de fomento; sociedades corretoras ou distribuidoras; seguradoras e outros tipos de instituições ligadas à intermediação financeira; e como agentes autônomos do mercado financeiro. Como profissional atuante no mercado financeiro, desenvolve uma ampla série de atividades, entre as quais se destacam: acompanhamento e análise da conjuntura econômica e avaliação de riscos de investimento, mercado de títulos e valores mobiliários, atividades relacionadas a financiamentos.

III – Estudos de mercado: Ao economista compete elaborar estudos de mercado e de comercialização. No primeiro caso, dimensiona a oferta e procura de bens e serviços em determinada área geográfica, identifica os potenciais consumidores e a existência ou não de demanda para os bens de serviços em questão. No segundo caso, o economista analisa e propõe as formas e condições mais favoráveis para que o bem ou serviço analisado chegue até o consumidor final pelo menor preço possível.

IV – Assessoria de negócios ligados ao agro business: o economista é o profissional mais habilitado em acompanhar, analisar a conjuntura econômica e desenvolver estudos e projetos setoriais. Está capacitado a atuar no agrobusiness, realizar análises de competitividade e oportunidades de negócios, levantar custos e definir preços, analisar a concorrência, desempenho do setor e de bolsas de mercadorias e futuros, bem como de demanda e oferta de commodities no Brasil e no mundo.

V – Estudos de viabilidade econômica: o economista, além de ser o profissional habilitado a elaborar projetos de financiamentos, é também o mais capacitado a dar pareceres técnicos e realizar estudos a respeito da viabilidade econômico-financeira de projetos em geral. A avaliação econômico-financeira é indispensável às instituições financeiras que concedem os financiamentos e é também necessária aos investidores do mercado de capitais, bem como aos investidores envolvidos em processos de aquisição, alienação e fusão de empresas, processos de privatização de empresas estatais e reestruturação de passivos.

VI – Elaboração de projetos para obtenção de financiamentos: o economista é o profissional habilitado, responsável pela realização de estudos econômico-financeiros e pela elaboração de projetos visando à obtenção de financiamentos de médio e de longo prazo para as empresas. Os projetos de viabilidade econômica podem ser de ampliação, modernização ou criação de novas linhas de produção junto a empreendimentos já existentes.

VII – Elaboração e acompanhamento da execução orçamentária: no nível governamental o trabalho consiste em elaborar, executar e fazer o acompanhamento físico e financeiro do orçamento anual, além da elaboração do Plano Plurianual (PPA), da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e de outros instrumentos de planejamento orçamentário. O orçamento empresarial também é área de atuação do economista. O profissional que atua nessa área detalha os gastos e os custos a serem feitos com serviços e produtos, bem como especifica os investimentos a serem realizados ao longo de um determinado período. Este tipo de trabalho possibilita a definição de valor/preço, o que contribui para o bom resultado econômico-financeiro da empresa.

VIII – Fusões, aquisições e incorporações de empresas: nestes três tipos de atividades relacionadas ao mundo dos negócios, o economista é um profissional capaz e útil para acompanhar o fluxo de caixa das empresas, fazer planejamento do fluxo de caixa e avaliar os empreendimentos, compreendendo a análise dos ativos e passivos, a rentabilidade e as perspectivas de lucros futuros, propiciando uma avaliação realista das empresas envolvidas.

IX – Planejamento econômico: o economista é o profissional habilitado para atuar na formulação e implementação de planos e projetos de desenvolvimento, pois tem o instrumental teórico quantitativo, necessário à realização de diagnósticos sócio-econômicos e ao estabelecimento de objetivos e metas, bem como da criação de instrumentos necessários ao crescimento e/ou desenvolvimento econômico.
O planejamento econômico é um processo de longo prazo que geralmente pode gerar mudanças estruturais nos campos econômico, social, tecnológico e cultural. Assim sendo, o profissional ligado ao planejamento, além do aspecto econômico deve se preocupar também com os aspectos sociais, tecnológicos, culturais e políticos.

X – Recálculo de contratos: o economista desta área tem a função de analisar os contratos, recalculá-los, caso necessário, seja para pessoas físicas, seja para pessoas jurídicas. Com conhecimento adquirido em Matemática Financeira, Estatística Econômica e Econometria, o economista realiza auditagem de contas, conferem dados e interpreta contratos.

XI – Serviço público: no setor público, o economista atua na formulação de diretrizes, no planejamento para desenvolver projetos para sua concretização e analisa as consequências de cada decisão político-econômica. Seja na administração direta, seja em autarquias ou empresas estatais, o economista está sempre bem informado, sobretudo quanto ao que acontece na economia. Seu trabalho consiste em sugerir medidas, apurar resultados, avaliar os índices e a conveniência de financiamentos, além de identificar as melhores oportunidades de investimentos.

XII – Comércio exterior: o economista está apto a atender os pré-requisitos para o exercício desta atividade. O profissional nesta área trabalha tanto para o governo quanto para empresas privadas como: exportadoras, importadoras e instituições financeiras que atuam no mercado cambial e de capitais. Entre as funções do economista que atua com comércio exterior estão: diagnosticar a situação econômica de outros países; traçar gráficos comparativos com a situação brasileira; identificar áreas para investimentos e comércio; descobrir oportunidades de investimentos; avaliar condições para o estabelecimento de joint ventures e outras. O economista é, nesta área, um pesquisador de mercado.

XIII – Consultoria e assessoria: como consultor ou assessor econômico, realiza estudos, pesquisas e análises socioeconômicas; faz diagnósticos municipais, regionais, setoriais e de mercado; atua em planejamento fiscal, tributário, orçamentário, financeiro e estratégico; desenvolve trabalhos de saneamento financeiro de empresas.
A crescente terceirização de serviços especializados provocou o aumento da prestação de serviços de consultoria e assessoria econômica.

XIV – Perícia: o economista está gabaritado a fazer perícias, ou seja, constatar minuciosamente a natureza técnico-científica dos fatos e verificar as prováveis causas que deram origem à situação objeto da perícia. Nesta área o economista desenvolve atividades de cálculo em processos judiciais em geral, tanto por meio de nomeação pela autoridade judiciária, quanto na condição de requisitado pelas partes como assistente técnico. Os profissionais de Economia tem tido uma maior atuação junto à Justiça Trabalhista, mas em qualquer âmbito do Poder Judiciário o seu trabalho é solicitado para embasar ações que requeiram cálculos e avaliações de natureza econômico–financeira.

XV – Arbitragem: na arbitragem (ou arbitramento) o profissional de Economia indica a solução que possibilita resolver controvérsias de natureza econômica ou conflitos de qualquer ordem que envolva bens patrimoniais disponíveis. Com a arbitragem, que é um mecanismo alternativo à Justiça, o economista pode solucionar impasses a um custo reduzido e de forma bem menos burocrática do que o sistema judiciário estatal.

XVI – Magistério: por se tratar de um profissional de ampla formação histórica, teórica e quantitativa, o economista está apto a lecionar disciplinas de Economia e Finanças, em cursos de graduação e/ou pós-graduação. Devido ao crescimento ocorrido nos últimos anos no número de cursos de ensino superior na área de negócios, o campo de trabalho para professores de Economia expande em Goiás e no Brasil.

XVII – Entidades sem fins lucrativos: o chamado terceiro setor (nem setor público, nem setor privado voltado à obtenção de lucros) é mais um campo de atuação profissional do economista, pois ele está capacitado a atuar como dirigente ou assessor de diretoria de sindicatos, associações, federações, confederações, conselhos de classe e organizações não governamentais. Assim atua na gestão financeira da entidade, bem como no delineamento e construção de banco de dados, e realiza estudos e análises no âmbito macroeconômico e microeconômico de interesse dos associados.

XVIII – Assessorias econômicas diversas: seja em empresas, em órgãos públicos, em ONGs ou em outras entidades sem fins lucrativos, o economista analisa e propõe medidas econômico-financeiras visando contribuir para a redução de custos e para a melhoria da rentabilidade do empreendimento e/ou do negócio. Entre as atividades desenvolvidas nesta área estão a análise de curto prazo sobre questões como comportamento das taxas de câmbio e de juros, investimentos mais rentáveis ou mais seguros do mercado financeiro, custo do hot money e outros. Além disso, o trabalho de assessoria econômica pode incluir a elaboração de boletins de conjuntura, com textos que interpretam os fatos econômicos.

XIX – Análise de conjuntura econômica: este é outro campo de atuação do economista. Isto porque a análise da conjuntura econômica trata da política econômica (políticas monetária, fiscal, cambial e de rendas) e do comportamento dos grandes agregados macroeconômicos que explicam o funcionamento da economia, de tendências e cenários. A evolução da renda nacional, do produto interno bruto, do produto interno líquido, da inflação, das contas públicas, das contas externas, da demanda agregada, dos investimentos e da poupança nacional, necessariamente, deve estar entre os agregados macroeconômicos a serem analisados.